6 de fev. de 2012
Deixo a porta aberta
Eu não sou de abrir a porta para qualquer um, mas para você eu abri e a mantenho aberta, sei lá. Vai que você queira entrar, mas também queira ver o mundo lá fora. Tudo bem, eu sei que se for para você ficar, assim será. Mas confesso que sinto um frio na espinha quando te tenho aqui, tu se vira olhando lá fora, como se estivesse na dúvida do quê fazer, onde ficar. É tão ruim assim ficar aqui comigo? Me ter para você? Eu sei que não sou como as outras, não sou muito chegada em maquiagem, unhas grandes, roupas curtas, não sou engraçada, não tenho o corpo perfeito... Eu sou o contrário de tudo de todas sabe? Eu sei que você sabe. (risos)
Mas é que esses seus olhos quando me olham profundamente me fazem acreditar por um segundo que para você nada disso importa, que tu se importa apenas com meu jeito atrapalhado de fazer as coisas, o meu sorriso meio torto de canto de boca, meu cabelo mal preso, meu jeito sonhadora de ser... Mas não é assim o tempo todo, nós sabemos. É ouvir uma gargalhada lá fora, um flash de luz e sua atenção muda de curso, se volta para a porta aberta e tudo o que ela pode te oferecer lá fora. Isso me dói, me preocupa. Mas me faço de forte, porque me fazer de forte faz parecer que não me importo, faz você entender que para mim tanto faz sua presença, talvez assim você fique se perguntando o porquê desse meu jeito durona, puxe uma cadeira, se sente, converse comigo me pedindo explicações.
Quem sabe saia alguma palavra da minha boca, quem sabe fique apenas um silêncio enorme no quarto, quem sabe esse silêncio lhe diga tudo. Quem sabe você entenda tudo o que está se passando aqui dentro de mim, quem sabe, por uma loucura, sorte ou destino você fique. Se levante, me dê um beijo na testa, se vire pela última vez, caminhe até a porta e a feche, fazendo de mim agora o seu mundo. Quem sabe, quem sabe ...
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