14 de fev. de 2012
Fantasma do dia 14
4 meses, 4 longos meses meu pequeno, 4 curtos meses. Na verdade não importa a quantidade de meses e sim que já não te tenho aqui como antes. Parece que todo dia 14 vai ser essa enorme tortura, colocar meus fones, dar play em uma música, deixar ela me levar, me levar diretamente até você, posso colocar no aleatório, mas sempre fico mudando até que venha uma música que eu goste - não é uma qualquer, é aquela que é minha e sua desde o primeiro dia, se lembra? Incrível como 3 minutos conseguem resumir tão bem nossos quase 7 meses, incrível como 3 minutos conseguem definir o que estou sentindo, sendo que nem eu mesma se for questionada saberei responder, incrível.
É uma mistura grandiosa… saudade, amor, mágoa, orgulho e uma pitada de esperança. Então me pego parada pensando em frases ao vento que você já havia me falado, aqueles momentos que deixei escapar sem nenhuma palavra minha, afinal só conseguia ficar te olhando, chegava fugir de mim mesma em certos instantes. Em um ato de fúria, as vezes que me calei, mesmo estando com a resposta na ponta da língua. E no final, eu só queria poder voltar no tempo.
Ás vezes olho para trás, sinto um vento frio em meu rosto embalando meus cabelos, bagunçando-os, tendo como forma de me dizer que o caminho certo a se seguir é para frente, sempre reto, talvez com algumas paradas, poucas, mas algumas. Quem sabe em uma dessas paradas a gente não se encontre pequeno? Por agora eu só quero que esse dia 14 acabe, que esse meu estado de transe em imensa saudade seja interrompido.
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