Eu tenho uma necessidade muito grande de falar, o que é um enorme
problema já que poucos querem ouvir e menos ainda me entendem. Mesmo morando em São Paulo desde que nasci mais pareço moça do interior
do tipo acanhada, ouço as pessoas falarem bonito, andarem bonito e até
olharem de maneira bonita e eu? Sou apenas eu, falando, andando e olhando de forma comum entre as flores de meu quintal, acanhada. Do que adiantaria fazer essas coisas como os demais? Incomoda-me brutalmente a intromissão de algumas pessoas na minha vida
ou a obrigação de depender de alguém. Eu sou turrona e não abro mão da minha opinião. Minha vontade é de sair e gritar aos ventos: Paciência! Para que aguardem minha birra passar e meu bico desfazer. Mas tudo isso é uma bobagem já que eu mesma não sei que troço é esse, digo: Paci e em seguida travo, tem que colocar um acento de nome estranho em cima do "e", isso me deixa confusa, não tenho esse troço para nada mesmo. Por alto sei o seu significado que de forma grandiosa tenta me acalmar, nem sempre tendo sucesso. Sinto-me presa em linhas estranhas que tentam me manter por um caminho que em momento algum foi questionado á mim se era do meu agrado. É como se cada partícula do meu corpo gritasse absurdamente em sinfonia: Li-ber-da-de! Sabe, talvez eu devesse me fazer de louca para a sociedade e simplesmente viver como quero sem dar satisfação. Não é questão de deixar de dever, é agir por querer mais amores e menos dores. Cheirava á flores e corria por amores, mesmo acanhada.

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