Falar do tal sentimento amor é sorrir involuntariamente sem nem mesmo notar tal esforço. Por falar em amor, já sinto os músculos de minha face se movendo, formando um sorriso de um todo inocente. Lembro-me bem daquele exemplo de amor que era tido por mim e por todos como perfeito, casal lindo de se ver sabe? Era realmente em todos os detalhes, via-me admirando feito boba minha amiga e seu namorado. Mão no queixo, olhos brilhando e sorriso inocentemente radiante.
Parecia conto de fadas, sentia-me uma fada madrinha em alguns momentos. Sem varinha de condão, mas um laço emocional e um dever forte de lhe garantir proteção. Protegi, com todas as minhas forças. De tudo que julgava ruim, guiando teu caminho ao japonesinho.
Parecia conto de fadas, mas era vida real, sempre foi. E com ela os problemas vieram á tona, a maior parte deles calados com um beijo ou ignorados com uma piada. Mas em ambas as partes havia um silêncio que ecoava. Até mesmo uma respiração era escutada alta. O “felizes para sempre” ficou somente em um desejo, desejo esse que já nem era mais do casal. Se foi o “felizes” tirando o espaço do “para sempre”.
Parecia conto de fadas nos cinco primeiros capítulos, me arrisco até o sexto. A cada mês um capítulo muito bem escrito, lido e vivido. Mas do sétimo não passava. Não ousaram, não se atreveram para tamanha burrice. Era burrice, só parecia conto de fadas, mas eles sabiam que não era.
Ela jurou mil vezes nunca mais praticar semelhante burrice, porque nunca é nunca! Vomitava pragas a quem quisesse ouvir palavras tão brutais. De príncipe no cavalo branco ele não tinha absolutamente nada, nem mesmo a postura. Estava mais para a bosta do cavalo. A “princesa” tinha um desdenhoso ar de superioridade, desde quando nasceu se fez por leonina de corpo e alma, o que tomava sua vida por inteira. Deu graças a Deus, aos céus dizia:
“ Deus tirou de mim e jogou em outra terra. E que vá adubar a horta da outra, pois nem para isso ele serve. É feito erva daninha que impregna qualquer coisa que toca. Peço desculpas por tamanha bobagem desde já pelas palavras que vou pronunciar... E que toque inteiramente aquela vadia! ”
Ficou o sentimento de alma lavada e de ter se livrado de um peso. Pois se quisesse sorrir a “princesa” iria sorrir sem ter que dar satisfação alguma.
Feito Branca de Neve com maçã envenenada ela permanece adormecida, á espera de um novo livro para ser protagonista em uma história a sua altura.

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