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14 de jul. de 2012

Fiz as malas, tô caindo fora!








Entre a carência anunciada e sofrer por quem não devia escolhi á mim. Viver bem por mim e para mim. E exatamente por isso fiz as malas e tô caindo fora. Eu sempre dei o meu melhor para aquele cara, ao que me mostrou nunca ser bom o bastante para ele. Lutei para entrar em sua vida e agora estou saindo vitoriosa pelo mesmo motivo que entrei, quero felicidade e isso não há quem pague. Dele nunca cobrei, impossível então receber. Pensei na saudade ao deixá-lo, mas que saudade?! Me diga vida! Puxei em minha mente motivos para não deixá-lo e olha só, não encontrei nenhum.

O modo de ele me acordar com leves mordidas em minha barriga que eu tanto gostava e acordava aos risos. Quando ia aos museus e teatros que eu amava e ele odiava, ia após 20 gritos meus e uns 30 bateres de pé. Ia, pois sabia que eu era turrona e iria com ou sem ele. Ia por saber que eu poderia encontrar alguém que gostasse da arte assim como eu.  As vezes que ele chegava mais cedo do serviço, se arriscava em um belo macarrão na cozinha com uma boa música até que eu chegasse. Ou até mesmo pela única vez que ele disse com todas as letras e até mesmo uma emoção que me amava, vez essa que não estava sobre o efeito do álcool como das outras centenas de vezes.

Nada disso me pareceu ser motivo convincente para desfazer as malas e não ir embora. Nada disso me pareceu ser mais forte que minha necessidade de viver sendo eu mesma e feliz. Foi o momento em que percebi que todos os motivos que ele me daria para ficar me dariam mais vontade de cair fora. Passar por aquela porta e não voltar nem mesmo para uma xícara de café. Se é que ele diria alguma coisa para que eu ficasse.

Fiz as malas e ia cair fora. Fora de sua prateleira onde eu era tida como troféu da sua busca ridícula por fama entre os seus amigos babacas. Fora daquele mar de incertezas que era a vida dele, mar esse que eu quase me afoguei. Fora de onde muitos me perguntaram onde eu estava me metendo. Fora de onde eu estava para cair.

Fui muito mais do que ele e todos os amigos do futebol imaginaram, eu fui bem mais. Eu sou muito mais mesmo. Entre todas eu era a melhor, até eu sabia. Fui a melhor de opção á escolha. Eu me diferenciava de todas que ele já havia conhecido, inteligente, engraçada, bem humorada e ainda entendia de futebol – para não dizer apaixonada, maluca e fanática.

E o que eu tinha visto nele? Sabe quando disse que eu era inteligente? Então, retiro essa parte agora... Aquela camiseta do Botafogo encardida, sorriso descarado e cabelo que mesmo bagunçado era lindo. Cá entre nós, de fogo aquele seu time não botava era nada! Com tudo sempre ficarei com aquele sorriso em mente, sorriso é o meu ponto fraco. Apaixono-me facilmente. 

Não bastava respirar, eu tinha que amá-lo também? Era exatamente por isso que da melhor tornava-me a mais boba, perdendo minha pose e inteligência. Exatamente o que uma mulher não pode perder, exatamente as duas primeiras coisas que mulher apaixonada perde.

Depois que eu sair por aquela porta e ele se deitar no que a partir dessa noite será somente sua cama, ele pensará durante toda a noite em como comemorar a suposta “perda” que lhe renderá mil e uma noites de farra com as vadias desse bairro e de tantos outros. Sem esquecer é claro, que nenhuma o amará como a trouxa que lhe fala amou. Esse tal amor e tremendo engano de minha parte eu deixo no passado e passo por cima. E que passado obscuro o meu hein?! (risos) Tê-lo como ex é perder a moral com pelo menos os próximos 12 carinhas de que eu venha conhecer futuramente. A meu ver isso não é um problema, 13 sempre foi o meu número da sorte mesmo (risos).

Nunca deixou seu orgulho por mim, a me ver de malas prontas não foi diferente. Por questão de ego faminto confesso que quis ouvir um “não vá embora”, mas não ouvi e então caí fora.

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