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29 de jul. de 2012

Carinha do tipo galinha




Você pode ter saído da galinhagem quando me conheceu, mas a galinhagem não saiu de você nem mesmo enquanto me amava. Está ai dentro. Nos eventos do facebook e na roda dos seus amigos do futebol, sem falar da faculdade. Para largar da galinhagem e ela de você é preciso de muito. Muito mais, bem mais. Não bastava ser teimosa em um jogo de handbool, eu tinha que ser teimosa com a opinião alheia. Assim como minhas escolhas e você. Bati o pé inúmeras vezes por cada vez que uma amiga apontava um penacho de sua galinhagem. Se até mesmo a sua mãe te via como a imagem de carinha do tipo galinha por que diabos eu não conseguia ver também?! Mas é claro que não via, notava seu sorriso que me fazia perder entre a razão e a fantasia. Eu não queria ser enganada, mas estava me enganando a partir daí. Eu comecei á odiá-lo por me fazer querer tanto, fazendo com o simples ato de respirar. Veja só o tamanho de minha bobagem. Ódio que me levava aos seus beijos. Enquanto eu permanecia perdida em seu sorriso não via ou ouvia a realidade que se deparava a minha frente. Porque palavras, intuição, opinião, sexto sentido e sei lá mais o que de mãe não se questiona, se leva a sério ao pé da letra. Porque sem dúvida alguma após Deus vem uma mulher e essa mulher é poderosa, essa mulher é mãe. Mãe é sinônimo de sabedoria com uma mistura incrível de vidência e algo mais. Eu sei lá, só sei que é meio sem saber, sabe? Todos sabem. Eu sei, sua mãe sabia e dessa sabedoria de mãe eu fugia por ter um medo grandioso de justo o meu primeiro carinha ser do tipo galinha. Eu não estava nessa vida para dar de comer aquele ego com milho. Ver ciscando por terras alheias ou cacarejando alto para mostrar domínio sobre mim. Meu gênio forte batia de frente com o lado galinha dele e por mais que eu ganhasse dele e de todas as galinhas era sempre eu que saía machucada.

Machucado de insegurança que mantinha meu pé atrás. Era pé atrás e coração a frente, por mais birra que eu fizesse ele me aquietava calmamente, colocava suas mãos em meu rosto me fazendo olhar no fundo dos seus olhos. Parecia bruxaria, me enfeitiçava e eu me acalmava lentamente. O pensamento de que primeiro vem Deus e depois nós simples mortais não saia de minha cabeça. O pé coçava para ser batido novamente, a teimosia gritava: É ele, é teu cara! Depois disso eu já havia ignorado a imagem de carinha do tipo galinha, minhas amigas e todas as galinhas dos galinheiros aos redores das nossas casas. Eu confiava nele, ainda mais por fazer Direito, ele tinha que ser direito (risos). Meu coração apostava nisso e no brilho do seu olhar quando me via.

Se eu tô com ele é porque Deus quis, e esse querer Dele eu venho aproveitando muito bem por mais que minha mãe diga juízo sempre que vou para casa dele (risos). Por falar em mãe, as duas com opiniões diferentes querem seus filhos felizes e olha, não me vejo feliz sem esse carinha dominando minha birra e a definição de felicidade dele antes começava com balada, bebida e acabava com horas vomitando no banheiro com tamanha preocupação de sua mãe. Comigo começa com sms de bom dia, cafuné e termina com ligação de boa noite, te amo. Eu não sei para os outros, mas o vejo e principalmente o sinto realmente feliz com a segunda opção. Galinha ou não eu só sei que ele é o meu tipo. Ele é o meu cara!

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