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30 de nov. de 2012

Eu demoro, mas volto tá?





Eu havia dito que precisava de tempo, ele esticou seu braço tirando seu relógio e me deu. Disse que eu haveria de escolher os ponteiros dourados que andavam pelos números ou sua barba á roçar por meu corpo. Ao acabar aquela frase eu já me sentia completamente arrepiada, uma forte paixão por relógio (principalmente Suíço), forte fraqueza nas pernas por sua barba. Meu coração voltou a pulsar como nos velhos tempos, como nos nossos primeiros encontros, cheiro de amor fresco, recém saído do forno comparado á pão. Me bateu uma fome até...

Enrolo-me em meio aos meus sonhos e desejos bobos dos anos passados e com muita dificuldade vejo a minha realidade, vejo você ao meu lado desde os meus dezessete anos. Eu estava por me refazer inteiramente para ele e foi aí que veio ao meu pensamento: Antes não havia ele e eu vivia, não vivia? Não era lá aquelas coisas: Eu respirava, andava e até dançava vezes ou outras. Por que me manter distante esperando algo que somente Deus poderia ter feito em mim? Eu fui, demorei, mas voltei. Eu sempre volto, eu demoro, mas volto tá? Sou assim e ele já havia se acostumado com isso. Ele ainda estava lá, quase que do mesmo jeitinho que eu havia deixado, olha que nem juntou poeira (risos). Estava lá para mim, como eu havia dito quase que mandando aos sussurros.

Eu demoro, mas eu volto tá? Canso do quanto luto para ser independente sem conseguir ganhar uma batalha ao menos. Volto para o aconchego do teu lar que com biscoitos e leite morno preparados como para uma criança faz parecer que ganhei a melhor e maior guerra de todos os tempos: Amor.

O ar está mais leve, porém mais cheio. Sinto cheiro de esperança, corro ao lado da fé e te vejo sorrindo de braços abertos, abraço, faço e me desfaço em seus braços e abraços. De tantos empurrões que levei nessa vida você tornou-se mais um e veja só: Cai sorrindo sem me machucar, eu demoro, mas volto tá? Volto ao teu aconchego de lar, braços e barba a me roçar.

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