Parecia mais um dia como os outros, me deitei na cama, coloquei os fones de ouvido, fechei meus olhos e a música começou a tocar. Era só isso que precisava acontecer para eu começar a pensar nele. Pensar em tudo o que aconteceu, tudo o que estava para acontecer, mas não aconteceu e nunca irá acontecer. Peguei o celular, na tela o nome e o número dele gritavam por mim de uma forma impossível de ser ignorada. Por um ato sem pensar, comecei a escrever uma mensagem...
“Hey pequeno, como você está? Está sorrindo muito como antes? Aquele seu sorriso que me deixava toda boba (risos). Cortou o cabelo? Espero que não, espero que tenha deixado-o crescer, sem arrepiar, do jeito que eu gosto sabe? Para ficar mexendo nele – mexendo porque é muito gostoso, mexendo porque eu sei que você fica bravinho com isso (risos). E a saúde, está bem né? Que esteja se cuidando, mesmo longe eu quero o seu bem pequeno. Se agasalhando em dias de frio, nada de ficar tomando coisas geladas e sem bebidas alcoólicas como diz a sua mãe – ah como eu sinto falta dessa mulher... Só a forma que ela se referia a mim já me causava um sorriso imenso, “linda”, não tem como não sorrir, ainda mais com a alegria que ela falava isso. E ai, ainda com aquelas suas piadas e bom humor? (melhor humor) Nunca admiti, sempre cismei, mas a verdade é que eu amava o fato do meu – você pequeno, conseguir e querer me fazer rir com tanta facilidade. Era incrível, confesso. É isso pequeno, eu não te esqueci. É como se esquecer de respirar ou piscar os olhos, impossível. Muito menos parei de pensar em você, aquela bela expressão “nós” já não soa tão bem como antes, só isso. Quero-lhe bem, lhe quero melhor que todos. Eu me preocupo com você ainda, acredito que isso nunca irá mudar. A saudade veio e perguntou de você, como não sabia o que responder ela resolveu se ajeitar aqui comigo caso um dia você volte – todos sabem que você não voltará, mas cá entre nós, junto á saudade eu lhe aguardo pequeno. Todas as noites eu falo baixinho: “ Durma bem, tenha bons sonhos. Se cuida, já que eu não posso estar aí para lhe cuidar.” E quantas vezes eu soltei o mundo e inúmeros problemas meus para segurar a sua mão e te ver bem? (Soltei o mundo para segurar parte do meu). Acredite, eu faria tudo novamente. Mas não é que a vida havia nos preparado algo diferente do que sonhamos? Afinal, na maior parte do tempo estamos acordados. Só não esqueça de mim pequeno, porque eu nunca irei me esquecer de você.”
Após isso me vi ali em prantos, com aquela velha dor de cabeça – não era pior do que a do coração. Li e reli inúmeras vezes a mensagem, pensei em apagar, mas acabei salvando. Enviar foi o que não passou por minha cabeça, afinal ele que havia escolhido sair da minha vida.

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